Clones do Olavo

Quando se escrever, um dia, a história incultural do Brasil das últimas décadas, um grosso capítulo terá de ser concedido ao anti-olavismo e, dentro dele, ao fenômeno singular dos Clones do Olavo. Com base na correta premissa nietzscheana de que só se derrota aquilo que se substitui, a confraria dos invejosos e despeitados vasculhou os últimos confins da merda em busca de algum imitão persuasivo que pudesse atrair para si uma parte do meu público e colocá-lo a serviço de agendas e ambições as mais diversas, com as mais variadas origens sociais e tonalidades ideológicas, unidas tão-somente pela ânsia do brilho fácil, alívio postiço de um justo e apropriado complexo de inferioridade.
A lista dos candidatos que se prestaram a esse papel infame é grande, mas jamais poderão ser esquecidos, nela, os nomes imortais de Rodrigo Cocô, Joel Dinheiro Bunda-Seca, Lourinel Brocha, Luciano Aymeuânus, Julio Soumzero, Caraio Rossi, Marco Antonio Vil, a Véia dos Gatos e os irmãos Vea…, ops!, Velascos.

Conselho urgente

Na minha modesta opinião, os amigos e apoiadores do presidente Bolsonaro NÃO DEVEM, por enquanto, oferecer reação nenhuma aos agitadores, incendiários e agentes provocadores comunopetistas. Deixem que estes se mostrem à nação com toda a feiura da sua mentalidade criminosa, com toda a sua sede de sangue despida da camuflagem das belas palavras. A reação deve partir DO GOVERNO FEDERAL APÓS A POSSE DO NOVO PRESIDENTE, cuja severidade na aplicação das leis e na manutenção da ordem terá então plena aprovação popular.

Imaturidade

Se você está tão persuadido da justiça da sua causa que não lhe ocorre nenhum argumento razoável e sensato que se possa alegar contra ela, isso prova que você não está preparado para defendê-la.

Pedido

Quando você está na defesa de uma causa justa, popular e praticamente ganha, faça-me um favor: não a arruine com um vocabulário errado que a faça parecer o inverso do que é.

Democracia

Em política, não há nada mais pueril do que querer a todo instante posar como a encarnação viva da democracia e dos direitos humanos. Só ladrões e totalitários precisam dessa camuflagem ridícula (ou muleta psicológica). Quem está mesmo do lado da democracia sabe que ela não é nenhum valor absoluto e sacrossanto, apenas uma espécie de sapato largo para pés doloridos.

Merdinhas em ação

As vingancinhas pueris já começaram. Algum caggadinho, miadianinjinha, caetaninho ou outro tipo qualquer de idiota espalhou, em meu nome e  — é claro — sem a minha autorização, aquele aviso alarmista e falso sobre o horário de fechamento das urnas eleitorais, e, embora a porcaria não tivesse nem mesmo aparecido na minha página, esta foi bloqueada pelo Facebook por trinta dias. O treco começava com um “Bom dia” seguido de três pontos de exclamação, o que já basta para qualquer leitor um tanto experiente saber de imediato que não fui eu que o escrevi.